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Saiba como um fisioterapeuta ajudou o campeão e vice do Circuito Rancho Primavera

Ter um profissional fisioterapeuta no fundo dos bretes é um benefício para os competidores. No final da temporada do Circuito Rancho Primavera contou com este trabalho, de cara, aprovado pelos competidores. Rafael Francisco de Oliveira Santos, 24 anos, fisioterapeuta formado pela Universidade do Sagrado Coração de Bauru (SP), onde reside, especialista em ortopedia e traumatologia, […]

Saiba como um fisioterapeuta ajudou o campeão e vice do Circuito Rancho Primavera

Ter um profissional fisioterapeuta no fundo dos bretes é um benefício para os competidores. No final da temporada do Circuito Rancho Primavera contou com este trabalho, de cara, aprovado pelos competidores.

Rafael Francisco de Oliveira Santos, 24 anos, fisioterapeuta formado pela Universidade do Sagrado Coração de Bauru (SP), onde reside, especialista em ortopedia e traumatologia, trabalha com reabilitação de deficiente físico. Faz o trabalho no fundo dos bretes aos finais de semana. Chega cerca de um ou duas horas antes ao lado de sua maca, e assim que monta o equipamento começa o trabalho.

Embora já tinha algumas experiências com rodeio, ingressou no Circuito Rancho Primavera a partir da etapa de Itatinga em novembro passado e já é seu trabalho mais extenso nessa atividade.

Como é o seu trabalho já que os atendimentos nos rodeios são variados. Hora tem todos os profissionais como médico, enfermeiro, bombeiro, etc e já outros momentos não?

Quando se tem um atendimento completo por parte da saúde, sou mais um para ajudar, porém, posso orientar quem irá fazer o atendimento indicando lesões não palpáveis que os competidores já trazem consigo, como aconteceu com Flávio Morais, em Lucianópolis.

Porém, nem sempre há todo esse pessoal para ao atendimento, os primeiros socorros são fundamentais para a recuperação e as vezes até na preservação na vida do atleta. Então na hora da montaria sempre fico atento também.

Quanto atendimentos você faz por dia?

De quinze a vinte competidores

Quando chegou ao campeonato já chegou uma missão, definir uma proteção para Lucas Divino que havia decepado o dedão da mão. Como foi esse trabalho?

Quando Lucas machucou, ele me ligou se eu ia estar no próximo rodeio. Por telefone ele explicou a situação, disse que precisava ver o raio X. Nesse momento comecei a pensar como imobilizar: Gesso? Haste Metálica? Confeccionar um órtese para ele?

Lucas a princípio manifestou que não iria montar foi quando eu perguntei o que ele queria, sua resposta foi: Quero montar.

A partir de então optei pela órtese e conseguimos estabilizar a lesão. Recebi muitas críticas, pois o cara estava com fratura e pino no dedo e eu ali mexendo, mas deu tudo certo graças a Deus.

E com o tornozelo quebrado do Keny?

No caso do Keny, em Herculândia, uma montaria antes o Lucas caiu e desmaiou, eu estava com Lucas na maca quando o Rogério chamou para atender o Keny

Ele sentia dor no pé, cortei a bota e ao apalpar senti que uma saliência óssea, era o indicio de fratura. Como não havia médico, só motorista da ambulância, imobilizei ele no local e encaminhamos para o hospital e fizemos contato na madrugada, quando ele relatou a fratura da fíbula.

Pela manhã, ele relatou que queria montar. Eu disse que era com ele essa decisão, eu só ia tentar ver o que era possível fazer.

Nesse momento, começou a mesma história do Lucas. O que fazer? Vi que o pé dele estava inchado e doendo. Imobilizamos e deixamos ele deitado com o pé para cima.

Ficamos trocando informações como ele desceria do touro. Na vez de ele montar deu tudo certo, ele desceu como havíamos combinado, mas o touro deu uma pisada na ponta do pé.

A dor era grande, medicamos ele, elevamos o pé novamente, ele montou e caiu na final

Na segunda-feira, como todos sabem, ele me disse que ia operar e não ia montar. No final da tarde ele me ligou novamente com ideia diferente.

Então chegamos à conclusão que iríamos para a final. Trabalhamos primeiramente imobilizando ou inibir a dor, imobilizar a espora e como fazer tudo isso.

Levei todo o material possível e graças a Deus deu tudo certo.

– Depois que ele entrou no campeonato ajudou muito, senão fosse através dele, eu acho que não montaria, ele ajuda a gente no que precisa, ele veio para o CRP para somar – Disse Lucas Divino que foi o primeiro a ser atendido por Rafael, Divino terminou a temporada em segundo lugar.

– Ele apareceu no campeonato ajudando muitos, principalmente eu, nem precisa falar que quando fraturei o tornozelo, ele me incentivou, me apoiou e deu todo o suporte. Na semana da final ele me ligava a todo instante perguntando como eu estava. Não só nestes casos mais graves, mas quando ele vê a gente fazendo um alongamento errado, vem e explica o correto. Em Quintana, assim que eu descia do touro, ele estava lá já, pronto para me atender. Eu tenho até que agradecer todos os curativos que ele fez no meu pé e tudo que fez por mim, é um bom profissional e uma boa pessoa do coração bom. Ele chegou agora no campeonato, mas tenho certeza que vai permanecer muito tempo – Disse Keny Roger, atual campeão do Circuito Rancho Primavera.

PRÓXIMA ETAPA

A próxima etapa do Circuito Rancho Primavera acontece de 19 a 24 de janeiro durante a tradicional Festa do Peão de Boiadeiro de Santa Cruz do Rio Pardo (SP). O rodeio acontece com entrada franca.

Por Eugênio José – MTB: 67.231/SP

[email protected]

Foto Ricardo Mariotto

 
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